Instituto de Psicanálise da Bahia

Associado ao Campo Freudiano - Paris

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CPCT

O que é o CPCT – Centro Psicanalítico de Consulta e Tratamento?

Orientado pelas diretrizes da AMP, o CPCT - Bahia é uma extensão da Escola Brasileira de Psicanálise – Seção Bahia, criado com a proposta de oferecer às comunidades de baixa renda ‘a possibilidade de acesso a um tratamento psicanalítico viável do ponto de vista econômico e eficaz em resultados terapêuticos’.

O CPCT, assim, oferece psicanálise aplicada a uma clínica de efeitos terapêuticos rápidos, ao custo de uma taxa administrativa simbólica.

O CPCT, entretanto, não é apenas um centro de consulta e tratamento, é, também, um centro de investigação e de troca de experiências clínicas que possibilita:

o Enriquecer a formação dos membros da Escola numa prática de orientação lacaniana que produza efeitos rápidos;

o Formalizar teorias sobre a psicanálise aplicada à clinica de efeitos terapêuticos rápidos e dar um tratamento epistemológico a um saber que é gerado através da experiência clínica.

Outra função do CPCT é oportunizar uma prática supervisionada aos analistas em formação no Instituto de Psicanálise da Bahia.

No futuro, a partir de uma base epistemológica desenvolvida através da clínica, o CPCT poderá oferecer palestras, cursos breves ou mesmo serviços de assessoria a instituições públicas ou privadas.

 

 

Como funciona o CPCT?

O CPCT – Bahia adotou um modelo em que a consulta inicial é centralizada (na sede da EBP) e o tratamento pode ser descentralizado (nos consultórios dos profissionais).

O funcionamento constitui-se, basicamente, de um canal de recepção que agenda a primeira consulta para um consultor, que faz o acolhimento da demanda e encaminha o paciente a um analista de um determinado cartel clínico. Cada cartel, periodicamente, realiza encontros para uma supervisão em grupo, que objetiva a orientação terapêutica e a formação dos membros. Há, também, encontros periódicos de todo o corpo clínico – assembléias clínicas, oportunidade para apresentação e discussão de casos, cujo objetivo é intercambiar experiências e produzir um saber sobre a clínica nos CPCT.

A operacionalização do CPCT suporta-se em sete processos iniciais: consulta, tratamento, supervisão em grupo, assembléia clínica, programa de estudo e desenvolvimento epistemológico, atendimento ao público e apoio administrativo.

 

 

  1. Consulta

A consulta não deve ser confundida com entrevistas preliminares. Conforme Cottet, a consulta diferencia-se destas por sua natureza e pelo tempo limitado (1 a 3 sessões). Para Cottet, as entrevistas preliminares dão andamento à transferência, à abertura do inconsciente e à extensão do discurso, enquanto a consulta ‘mantém isto em intensão, não prepara as grandes viagens’.

Considera-se, ainda, que o CPCT é um lugar de recepção das mais diversas demandas e, portanto, a consulta consiste, primeiramente, numa avaliação sobre a possibilidade de acolhimento da demanda na oferta do CPCT. Mas a consulta não se resume a isso, pois se trata do primeiro manejo do eixo estratégico da clínica – a transferência – que se estabelece, de início, via instituição. Nos termos de Nora Silvestre, a admissão no CPCT implica um encaminhamento que supõe encaixar a demanda na oferta efetuada pelo CPCT. Transforma, assim, um pedido anônimo dirigido à instituição no nome de um analista.

Diana Wolodarsky apresenta uma interessante reflexão sobre o estatuto a ser atribuído a esse encontro com o consultor. Situando-o como um breve espaço onde o sujeito apresenta sua demanda como algo já eleito a partir de uma nominação previamente definida pelo Outro (toxicômano, síndrome de pânico, depressão, fadiga crônica, etc), propõe que é da leitura que o consultor faz dessas identificações que ele cumpre uma função de decisão e orientação para o melhor funcionamento possível do dispositivo ofertado. Para Hugo Freda, “[...] trata-se, nesse momento, de fazer da demanda um nome, um novo sintoma, produto do encontro com um psicanalista. Um ‘sintoma provisório’, se nos permitem essa expressão”. Trata-se, pois, na consulta – uma série mínima de encontros – de localizar o ponto de fixação do sujeito, se possível identificando o significante que nomeia o gozo.

Daí a recomendação de que esta função seja desempenhada por um analista experiente.

 

 

  1. Tratamento

O tratamento propriamente dito será desenvolvido pelos integrantes dos cartéis (analistas e consultores), orientados pelo que foi desvendado na consulta e sob supervisão dos respectivos consultores, com prazo inicial de quatro meses – prorrogável até quatro meses.

 

 

  1. Supervisão em grupo

Função desempenhada pelos respectivos consultores, a supervisão em grupo tem por natureza duplo objetivo: efeito terapêutico e efeito de formação. A supervisão, portanto, deve possibilitar uma prática supervisionada aos analistas em formação no Instituto de Psicanálise da Bahia, zelando pelo rigor da técnica, pela orientação terapêutica e pela eficácia da clínica.

Nos Cartéis Clínicos dos Núcleos de Pesquisa, a critério de cada cartel, alunos do IPB ou membros dos Núcleos que não compõem os cartéis, poderão participar nas reuniões de supervisão na condição de convidados.

 

 

  1. Assembléia Clínica

As Assembléias Clínicas são atividades, periódicas, de compartilhamento da experiência obtida no exercício da clínica, sob a forma de apresentação de casos pelos Cartéis Clínicos. Constitui-se em um lugar para a apresentação e debate de casos clínicos, cuja coordenação é efetuada pelo Diretor Secretário Científico do CPCT. Visa o aprimoramento da prática e a formação do analista, além de subsidiar o desenvolvimento de uma epistemologia sobre a psicanálise aplicada à terapêutica.

 

  1. Programa de Estudo e Desenvolvimento Epistemológico

 

Espaço de apresentação e debate de temas apresentados pela Secretaria Científica, caracteriza-se, também, pelo estudo, desenvolvimento, tratamento e transmissão de conceitos relacionados ao CPCT. É aqui que se formalizam as ferramentas teóricas para sustentação da prática e se estabelece uma epistemologia própria sobre o CPCT e a psicanálise aplicada a uma clínica que visa efeitos rápidos.

  1. Apoio Administrativo

Constitui-se das atividades de apoio logístico e operacional ao funcionamento do CPCT, que serão executadas na estrutura da secretaria da EBP-Bahia / IPB.

 

 

  1. Atendimento ao Público

Serviço prestado pela secretaria da EPB - Bahia / IPB, consiste em prestar o atendimento telefônico aos que procuram o CPCT.

 

Informações adaptadas extraídas do documento CPCT-Ba Cartilha, de 13 de Junho de 2007. O documento integral pode ser solicitado através do email Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. .